quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Naufrágio do Titanic - A chegada das vítimas em Nova York

Desinformação e apreensão marcaram a espera das
famílias das vítimas do naufrágio. A chegada do Carpathia com
os sobreviventes - pouco mais de 700 - parou Nova York
Expectativa e desencontros: multidão se aglomera diante de painel de notícias em Nova York à espera de informações sobre mortos

Se o marinheiro britânico Harold Cottam tivesse decidido ir para a cama alguns minutos antes, provavelmente o mundo estaria chorando a maior tragédia marítima da história, um desastre de proporções homéricas que teria vitimado mais de 2.000 pessoas. Operador do sem-fio do RMS Carpathia, que viajava de Nova York para Gibraltar, Cottam vestia seus trajes noturnos nas primeiras horas do dia 15 de abril e, por acaso, deixou o rádio ligado enquanto se trocava. Nesse momento ouviu o pedido de socorro do Titanic, e correu para acordar o capitão Arthur Rostron, já recolhido aos seus aposentos. Rostron decidiu colocar todas as forças do Carpathia em uma corrida acelerada rumo à última posição conhecida do Titanic. Com isso, mais de 700 vidas foram salvas. Não à toa, Cottam, Rostron e toda a tripulação do Carpathia foram saudados como heróis no retorno a Nova York, em 18 de abril, um evento que parou a metrópole onde o Titanic deveria chegar mas jamais aportou.
Sobreviventes a bordo do Carpathia: resgate heróico e chegada conturbada aos EUA

Nessa noite, mais de 30.000 pessoas acotovelaram-se na região do Píer 54 para receber o Carpathia, e, com ele, a confirmação do naufrágio do Titanic e uma lista de todos os seus sobreviventes. Até então, com uma tempestade de boatos e mistérios rondando os eventos que derrubaram o mais moderno transatlântico do planeta - uma tormenta estimulada pela desinformação dos representantes da White Star Line -, imperava a incerteza do destino de seus passageiros. Médicos, enfermeiras, autoridades municipais e federais e membros do Exército da Salvação estavam a postos para prestar socorro e fornecer roupas e alimentos aos sobreviventes. A Bolsa de Valores arrecadou 20.000 dólares para o auxílio aos passageiros desamparados. Diversas associações de moradores e imigrantes também colocaram-se à disposição para abrigar as vítimas - nas contas do prefeito William Gaynor, entre todas as ofertas de alojamento, a cidade estava pronta para acomodar 5.000 pessoas.

A pior das notícias - Antes do desembarque dos sobreviventes do Titanic, os passageiros originais do Carpathia foram orientados pelo capitão Rostron a descer primeiro. Quando aqueles finalmente apareceram no píer, familiares, repórteres e curiosos não se contiveram e furaram os bloqueios da polícia em busca de informações. A maioria dos passageiros, especialmente os homens, instintivamente justificava o motivo de estarem nos botes salva-vidas, ocupando o lugar de outras pessoas - especialmente J. Bruce Ismay, diretor da White Star Line, sobre quem pairaram dúvidas sobre sua fuga do Titanic. De qualquer forma, eram cenas de alívio e emoção de parentes que encontravam sobreviventes, de desesepero e aflição daqueles que receberam a pior das notícias, ou ambas - já que dezenas de mulheres perderam seus maridos na tragédia e voltaram sozinhas para casa. Apenas 20% dos homens sobreviveram; a proporção para mulheres e crianças foi de 75%.
Os botes usados no resgate do transatlântico: só 20% dos homens sobreviveram

Se a lúgubre chegada do Carpathia cravou um punhal no coração dos nova-iorquinos, do outro lado do Atlântico, em Southampton, na Inglaterra, ponto de partida da fatídica viagem do Titanic, o luto foi ainda maior. Quatro em cada cinco tripulantes do agora naufragado transatlântico provinham da cidade, cuja larga tradição de navegação data desde o império romano. Dos 890 profissionais em serviço, apenas 214 sobreviveram - índice inferior ao verificado em todas as classes de passageiros. Uma multidão de familiares fez vigília em frente à sede da White Star Line em Southampton, em um silencioso plantão que acabaria ainda mais quieto a partir do dia 17, quando começaram a ser informados os nomes dos tripulantes que pereceram no navio. "Naquele dia, a esperança morreu", decretou o jornal London Daily Mail no último dia 23, referindo-se ao luto que tomou conta da cidade.


Revista VEJA NA HISTÓRIA-1912

domingo, 28 de agosto de 2011

Eu sou o Toffy !

sexta-feira, 11 de março de 2011

TSUNAMI NO JAPÃO

Hoje a costa nordeste do Japão foi atingida por um violento terremoto de magnitude 8,9 na escala Rtcher um dos maiores já registrados no mundo. Foi acompanhado de uma tsunami, que foi filmado pela rede de tv japonesa NHK, são imagens espetaculares, acredito nunca antes filmadas de maneira tão... por falta de um adjetivo melhor, tão completa.
Confesso que ficava a imaginar, por morarmos em uma cidade costeira, como seria um tsunami, pois as imagens disponíveis não davam uma dimensão real, agora já não preciso imaginar está bem claro na minha cabeça, é realmente algo assombroso, gigantesco.
Só um país como o Japão com tecnologia tão avançada, para estar com cameras posicionadas a espera; já sabiam com antecedência, por isto mesmo com certeza o número de vítimas será bem menor de que em outros acidentes desta magnitude no mundo.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Moraes Moreira volta a Praça Castro Alves

O Saulo resolveu inovar, arriou as cordas do bloco Eva e convidou o folião pipoca a segui-lo até a praça Castro Alves desde o Campo Grande.
Na praça que já presenciou inúmeros encontros entre artistas da Bahia, o aguardava Moraes Moreira com o seu trio independente, mas este encontro era especial, pois de um lado estava Moraes que Saulo se referia como mestre, e do outro o artista do Bloco Eva músico da nova geração.
Uma multidão agora se comprimia na praça do povo para ouvir os grandes sucessos que fizeram a alegria dos foliões de um passado próximo; dividiu o palco do trio do Eva a convite do líder da banda os cantores, Buck Jones, Zé Honório, e Robson cantores da extinta Banda Mel.
A noite histórica se desenrolou como não poderia deixar de ser com Moraes interpretando grandes sucessos dos carnavais do período áureo da praça. Clássicos como Chame Gente e Pombo Correio alternaram-se com sucessos da atualidade, em dado momento o Moraes Moreira resolveu fazer uma justíssima homenagem aos inventores do Trio Elétrico Dodô e Osmar, e tirou um som instrumental só com guitarras e percussão.
È pena que um show histórico como êste não durou mais que duas horas, esperamos entretanto, que a semente lançada ontem, dê frutos nos próximos carnavais, e que a tradição volte ao famoso palco da festa.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A Magia do Carnaval

O encontro de trios tradição do carnaval de um passado recente será reeditado êste ano sob o comando de Moraes Moreira e com a participação de Saulo Fernandes e Banda Eva; é o retorno da magia que foi os encontros entre os foliões, e figurinhas carimbadas dos carnavais de Salvador, a ex. do próprio Moraes, Baby Consuelo, Paulinho Boca, Trio Dodo e Osmar, Gil, e Caetano entre outros. Será Terça Feira a partir das 20:00h.