“O MPL deve ter como perspectiva a mobilização
dos jovens e trabalhadores pela expropriação do transporte coletivo,
retirando-o da iniciativa privada, sem indenização, colocando-o sob o controle
dos trabalhadores e da população. Assim, deve-se construir o MPL com
reivindicações que ultrapassem os limites do capitalismo, vindo a se somar a
movimentos revolucionários que contestam a ordem vigente.”
Os
militantes são jovens de classe média, estudam nas escolas mais caras de São
Paulo. O movimento ao contrário do que se pensa nasceu muito antes de 2011,
entretanto se fortaleceu bastante quando petistas discursaram contra o aumento
dos preços das passagens concedido por Gilberto Kassab; aquela época o PT entusiasmado
deu visibilidade ao movimento nas redes sociais.
Deu no
que deu, está os petistas hoje a lamentar a situação constrangedora em que o
prefeito Fernando Haddad foi exposto tendo que aceitar goela abaixo a imposição
deste grupelho que não aceitaram em hipótese alguma negociar, e de roldão levou
outras prefeituras a revogarem o aumento por temerem as ações de ataques aos
bens públicos e privados, roubos e saques promovidos.
Ledo
engano quem acha que é um movimento que reforça a democracia, e o pilar que a
sustenta, a alternância no poder. O que vejo é um viés autoritário, não é um grupo
movido de forma espontânea e idealista, eles tem representantes nas escolas
particulares, e é neste ponto que me surge uma questão, por que não nas escolas
púbicas também?
O que
aconteceu depois todos sabem, foi divulgado nas redes sociais e na imprensa, vândalos
destruindo o patrimônio público, paralisando a cidade, provocando a polícia,
colocando fogo em caminhão de emissora de televisão, e o que mais assusta é que
a imprensa transmitiu os acontecimentos
envolto em uma névoa de admiração, como se aqueles autoritários que não
respeitam o direito de ir vir, que se negam a negociar com o poder constituído ,
sejam os mensageiros de novos tempos, os defensores dos pobres e oprimidos, os
que vão mudar o Brasil da corrupção, das Pec`s contra a investigação da verdade
e consequente julgamento dos criminosos de colarinho branco. A imprensa se
encarregou também de aumentar o leque de reivindicações, que deixou de ser
apenas a ”luta” contra os 20% de aumento no transporte e agregou hospitais x
estádios.
A meu ver
Alckmin mais uma vez cometeu um erro de avaliação (foi levado a cometer, após a
desmoralização e demonização da Polícia Militar pela imprensa “livre”) quando anunciou
antecipadamente que a tropa de choque da polícia não iria às ruas na marcha do
dia 17 de junho, o bastante para que se transformasse em um ato contra a o
governador e contra a polícia. (a quem interessava? 2014 tem eleições).
Para mim
não é um ato de gente pacífica com vândalos infiltrados, o que vejo é um ato
político cujo método é a TRUCULÊNCIA.
Os
prefeitos de São Paulo e do Rio de Janeiro afirmaram que vai haver um grande
impacto nas contas das prefeituras, claro que vai e quem vai pagar esta conta? O
povo claro. Vai sofrer com um transporte pior do que o que está aí hoje, pois se vai ser difícil alocar o dinheiro para
bancar o rombo provocado pela decisão de revogar o aumento, imagine arrumar dinheiro para investir na melhoria do
transporte coletivo.
Quem viver
verá.